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Penitenciária erra e libera assassino no lugar de ladrão de bicicleta

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Penitenciária erra e libera assassino no lugar de ladrão de bicicleta

Uma falha de identificação no presídio de Planaltina de Goiás colocou um detento em liberdade no lugar de outro. O homem que deveria ter saído responde pelo roubo de uma bicicleta, e ainda continua preso. Quem saiu por engano é acusado de ter cometido dois homicídios e está foragido desde a saída do presídio. 
A situação ocorreu em 27 de janeiro. Na época, Bryan Sousa Silva deveria ter sido solto, mas Jhonathan Wesley Lima Ferraz fingiu ter a identidade do homem e saiu do presídio em seu lugar.  
De acordo com o advogado de Bryan, Renato Brandão, os agentes prisionais não cumpriram com requisitos de identificação para confirmar quem era a pessoa liberada. 
O informado à defesa é que a checagem de dados foi feita diretamente com o preso, ao responder dados como o nome completo, nascimento e filiação para comprovar a identidade. Por ter dado as respostas corretas, os agentes teriam assumido se tratar do homem a ser solto. 
"O meu questionamento é que qualquer cidadão quando vai fazer alguma coisa apresenta documento. Se olhassem uma foto, o problema estaria resolvido. Um pedido de liberdade, em um presídio, é uma identificação que deve ser levada a sério", afirmou Brandão. 
"Às vezes, não se tem a foto de documento, mas existe foto quando se acessa o sistema prisional, e todo presídio tem acesso a esse sistema. Se o servidor tivesse feito, o erro não tinha acontecido", completou o advogado. 
O alvará de saída de Bryan o autorizava a responder o processo em liberdade após um pedido da defesa. Ele é acusado de ter roubado uma bicicleta, e tinha a prisão decretada como provisória. 
No entanto, seguia preso por quatro meses por ainda não ter pago fiança. A decisão do dia 27 excluía a necessidade desse pagamento. 

Homem continua preso 

Apesar de comprovado o erro da liberação, Bryan continua preso. Ele acabou acusado em novo processo, como cúmplice da saída do outro homem. Essa ação gerou uma nova condenação, que o impede de receber o benefício. A defesa do detento nega envolvimento dele. 
"A primeira pergunta que faço é se ele não foi coagido. Uma pessoa com um alvará em mãos, para sair, faria de tudo para ir embora. Agir conjuntamente é uma coisa que me parece surreal. Não se sabe o contexto da situação", ponderou o advogado de Bryan. 
"Todos falam que ele participou da saída do homem, mas todos precisam ser investigados", declarou. 
Em nota oficial, a Superintendência de Segurança Penitenciária de Goiás afirmou que providências relacionadas à soltura indevida do detento estão sendo tomadas, e o fato "está sendo apurado internamente para aplicação das sanções aos responsáveis pelo ocorrido".  
A recaptura do homem que saiu por engano está sob responsabilidade da Polícia Civil. Denúncias com informações do caso podem ser feitas pelos canais 197, da Polícia Civil, 190, da Polícia Militar, ou na Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública do Goiás, pelo número (62) 3201-1212. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.
CORREIO BRASILIENSE

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