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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Sem opção de trabalho, venezuelanos se prostituem em Vilhena

Para sobreviver os rapazes cobram em média cerca de R$80 por programa e fazem cerca de seis programas por semana.
Fotos: Meramente Ilustrativa
Fugindo da crise econômica e política que assola a Venezuela jovens buscam no Brasil um recomeço e muitos tem tentado se estabelecer em Vilhena.
Sem conseguir trabalho jovens venezuelanos têm buscado na prostituição a fonte de sobrevivência em Vilhena.
Eles oferecem os corpos através da internet nas salas de bate papo onde fazem contato com os clientes vilhenenses. É o caso do jovem Javier, de 22 anos, que conta que apesar de ter conseguido toda a documentação necessária para trabalhar não consegue emprego e há cerca de dois meses começou a se prostituir.
“Já procurei emprego de servente de pedreiro, de pintor, mas não consegui uma oportunidade apesar de ter tirado a Carteira de Trabalho, então para conseguir comprar alimento comecei a me prostituir. Atendo homem e mulher, mas a procura maior é de homens querendo um momento de prazer. Vou continuar fazendo isso até conseguir um emprego em outra área”, conta Javier que revelou que em média atende cerca de seis clientes por semana e cobra R$80 por programa.
Já Alejandro, de 28 anos, que é amigo de Javier conta que sente vergonha de se prostituir. Eles moram juntos em uma quitinete no bairro Jardim Eldorado e às vezes eles atendem clientes juntos. “Além da vergonha ainda ficamos com medo sofrer algum tipo violência, pois temos que atender os clientes e não sabemos o que pode acontecer”, revelou Alejandro.
Eles contam que já atenderam clientes que não pagaram o programa. “Prefiro atender os clientes no motel do que na quitinete, pois é mais profissional. Tem homens que aproveitam da gente e depois não querem pagar, para não ficar sem receber algumas vezes faço pela metade do preço o programa. Sei que é pouco, mas preciso pagar o aluguel e alimentação e ainda mandar dinheiro para minha família na Venezuela. Espero que em breve consiga outro trabalho”, falou Alejandro que revelou que já teve que pedir esmola nos sinais da cidade para comprar comida.
Os jovens revelam que para se prostituir é preciso perder a timidez e mostrar o corpo para atrair os clientes. O dinheiro que ganham dos programas é utilizado para se manterem no Brasil e também para ajudar a família que ficou na Venezuela. Eles afirmam que a vida não está fácil, mas sonham com dias melhores em que poderão voltar para a Venezuela e rever os familiares que deixaram lá. 
 Fonte: RO Noticias

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